Em entrevista ao programa Roda de Entrevistas na última quinta-feira (7) a deputada estadual Gisela Simona (UB) disse que espera que os vereadores de Cuiabá sigam a indicação do Tribunal de Contas de Mato Grosso e reprovem as contas do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) referente ao ano de 2022.
Vale lembrar que na semana passada, 7 de dezembro, por seis votos a um, os conselheiros do Tribunal de Contas de Mato Grosso votaram pela pela rejeição das contas do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro. Apenas Valter Albano votou pela aprovação.
“Acredito que essa posição do Tribunal de Contas de dar transparência para aquilo que acontece na gestão municipal é muito séria. Decisões técnicas como essa são importantes para que comece a se dar nome para tudo que está acontecendo na administração pública de Cuiabá. Espero agora é que a nossa Câmara aja em prol do povo e que a gente consiga reprovar essas contas. E mais que Emanuel Pinheiro não só se afaste do mandato, mas fiquei aí inelegível que é o resultado legal para quem não tem as contas aprovadas na sua gestão”, disse a deputada.
O relator das contas, o conselheiro Antonio Joaquim, apontou que embora o Município tenha cumprido com os percentuais constitucionais e legais relacionados à Educação (25,07%), Saúde (27,43%) e Fundeb (84,45%), além de repasses ao Poder Legislativo e gastos com pessoal do Poder Executivo, foi constatado déficit na execução orçamentária de R$ 191 milhões. O valor é aliado a uma indisponibilidade financeira global de R$ 306 milhões, e, por fontes, de R$ 375milhões.
Ainda de acordo com Antônio Joaquim, o resultado reflete o descontrole da gestão com o orçamento público desde 2017. Neste contexto, lembrou que em 2019, foi registrado déficit de execução orçamentária de R$ 33 milhões, situação que só foi atenuada pela ausência de repasses financeiros durante o Governo à época, atenuantes que não foram identificadas agora.
Além disso, a atual gestão não deixou recursos para honrar os compromissos inscritos em restos a pagar, tanto de forma global como por fontes de recursos.
Fonte: O Bom da Notícia

