À imprensa, nesta última segunda-feira(11), o governador Mauro Mendes (UB) garantiu que os próximos prefeitos de Cuiabá vão sentir o impacto da gestão desastrosa de Emanuel Pinheiro(MDB).
Ao criticar as contas do gestor, de 2022, que foram reprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado, por conta de várias irregularidades, sobretudo, um rombo de R$ 1,2 bilhão na prefeitura da capital.
“Você olha lá, R$ 1,2 bilhão de dívidas declaradas. Mais R$ 157 milhões de dívidas na gaveta, está lá no relatório do TCE. Ou seja, chegamos a quase R$ 1,4 bilhão de dívidas. Isso é para ser olhado com muita tristeza, porque quem vai pagar essa conta somos nós, cidadãos cuiabanos. Que vamos ter uma prefeitura que vai durante décadas, sofrer as consequências dessa gestão desastrosa”, disse.
Vale lembrar que última na quinta-feira (7) por seis votos a um, os conselheiros do Tribunal de Contas de Mato Grosso votaram pela pela rejeição das contas do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro. Apenas Valter Albano votou pela aprovação.
O relator das contas, o conselheiro Antonio Joaquim, apontou que embora o Município tenha cumprido com os percentuais constitucionais e legais relacionados à Educação (25,07%), Saúde (27,43%) e Fundeb (84,45%), além de repasses ao Poder Legislativo e gastos com pessoal do Poder Executivo, foi constatado déficit na execução orçamentária de R$ 191 milhões. O valor é aliado a uma indisponibilidade financeira global de R$ 306 milhões, e, por fontes, de R$ 375milhões.
Ainda de acordo com Antônio Joaquim, o resultado reflete o descontrole da gestão com o orçamento público desde 2017. Neste contexto, lembrou que em 2019, foi registrado déficit de execução orçamentária de R$ 33 milhões, situação que só foi atenuada pela ausência de repasses financeiros durante o Governo à época, atenuantes que não foram identificadas agora.
O documento será encaminhado para a Câmara Municipal de Cuiabá, onde será apreciado pelos parlamentares que cabe a decisão final sobre as contas da prefeitura. Caso seja reprovado Pinheiro fica inelegível.
Fonte: O Bom da Notícia

