Por 15 votos a 8, a Câmara Municipal de Cuiabá aprovou uma resolução que estabelece o voto secreto na eleição da Mesa Diretora, marcada para o dia 1º de janeiro. Com a decisão, os parlamentares votarão por meio de cédulas de papel, depositadas em urna, sem a obrigação de revelar suas escolhas.
A justificativa para a mudança aponta que o regimento interno não especifica se a votação nominal deveria ser oral ou secreta, abrindo espaço para a alteração. A proposta, entretanto, gerou divergências entre os vereadores.
A disputa pelo comando da Câmara ocorre entre o atual presidente Chico 2000 (PL) e a vereadora eleita Paula Calil (PL). Os apoiadores de Paula questionaram a legalidade da votação, argumentando que o projeto não foi lido em sessão ordinária e que a aprovação exigia maioria absoluta, ou seja, 17 votos.
Por outro lado, os defensores da medida, alinhados a Chico 2000, afirmaram que o voto secreto é essencial para garantir a independência da Casa, diante da suposta interferência do prefeito eleito Abílio Brunini (PL) na eleição interna.
Votação
- Favoráveis ??(15): Chico 2000 (PL), Dídimo Vovô (PSB), Lilo Pinheiro (PP), Mário Nadaf (PV), Sargento Vidal (MDB), Demilson Nogueira (PP), Wilson Kero Kero (PMB), Kássio Coelho (Podemos), Marcos Brito Júnior (PV), Adevair Cabral (Solidariedade), Luiz Fernando (União), Rogério Varanda (MDB), Jeferson Siqueira (PSD).
- Contra (8): Dilemário Alencar (União), Michelly Alencar (União), Fellipe Corrêa (PL), Cezinha Nascimento (União), Sargento Joelson (PSB), Marcrean Santos (MDB), Eduardo Magalhães (Republicanos), Robinson Cireia ( PT).
Os vereadores Maysa Leão (Republicanos), Rodrigo Arruda e Sá (PSDB) e Renivaldo Nascimento (PSDB) não participaram da votação.
A aprovação coloca o processo eleitoral da Câmara em um novo cenário, aumentando as expectativas sobre os desdobramentos da disputa pelo comando da Casa Legislativa.

