Em entrevistada nesta quarta-feira (20), à Rádio CBN de Cuiabá, Maysa Leão (Republicanos) revelou que colocou ‘uma pá de cal’ às declarações feitas pelo deputado Max Russi(PSB), após o primeiro-secretário da Assembleia Legislativa garantir que a vereadora estaria insistindo na denúncia contra Gilberto Cattani (PL) para buscar mídia.
Mas encerrar o assunto – de acordo com a republicana – foi uma decisão tomada após pedido de desculpas do parlamentar.
Conforme Maysa, ela teve uma conversa civilizada e educada com o deputado nesta última terça-feira(19), quando Max Russi teria admitido que excedeu nas declarações, lhe pedindo desculpas.
Para a vereadora republicana, a população já está cansada deste assunto e há questões de Cuiabá que precisam ser resolvidas. “Eu sou uma vereadora que tenho muito trabalho prestado, eu tenho 31 projetos de leis apresentados. Eu tenho projetos sociais, meu gabinete apoia instituições e tenho alta produtividade na Câmara. Aliás, um dos maiores índices de trabalho na Casa” afirmou a republicana.
Ao, igualmente, lembrar de sua trajetória política, quando pedia votos à população entregando seu currículo. “Eu trabalho com mídia há 14 anos, sou um canal de mídia. Não preciso deste tipo de mídia. Eu pedi voto com currículo na mão”.
E para não pairar dúvidas Maysa Leão, igualmente, entregou ao deputado Max Russi seu currículo e seus projetos de lei.
“Eu não vou entrar em guerra com mais um deputado. Cuiabá tem necessidades e fiscalizações que devem ser feitas […] enviei meu currículo pra que ele (Max Russi) me conhecesse e meus 31 projetos de lei e quais são os mais importantes e relevantes para a capital. Ele me respondeu educadamente, por telefone. Conseguimos entrar em consenso, entre duas pessoas civilizadas e educadas. […] ele pediu desculpas e disse que se excedeu “
A polêmica ganhou mais sonoridade após o corregedor da Comissão de Ética do Legislativo estadual propor que a denúncia fosse arquivada por falta de legitimidade. “Eu tenho que cumprir o Regimento [Interno da Assembleia], não posso ser omisso. Até vou mandar o regimento para a assessoria dela para ela entender um pouco, ver o que é possível, porque o que ela está tentando é mídia”, afirmou.
Entenda o caso
Maysa e o Cattani protagonizam um enfrentamento histórico por conta de postagem feita pelo bolsonarista em seu Instagram. A republicana alega que o deputado, ao postar um recorte de 90 segundos de um diálogo que durou mais de 1 hora, no Cast do Bom, no site O Bom da Notícia, ocorrido no dia 10 de agosto, ele supostamente ‘teria incitado seus seguidores ao crime de ódio e violência política de gênero’. Ao pedir que seguidores comentassem seu posicionamento a favor da castração[retirada] do membro de homens que cometem crime de estupro. Em cujo recorte a vereadora disse sobre a necessidade de mais estudos sobre o caso, porque a justiça julga seres humanos, assim, com cuidado para que as ‘punições não remetam a humanidade à barbárie e aos tempos medievais’.
A postagem nas redes sociais recebeu vários comentários, dentre eles vários desejos de que a vereadora deveria ser estuprada para não defender bandido. ‘De que se ela, sua filha e mãe fossem estupradas, amarradas e retalhadas, ela não pensaria assim’. Ao demonstrar que o conteúdo gerou um entendimento equivocado nos internautas de que a vereadora seria uma defensora de estupradores.
Por conta desta queda de braço, a republicana protocolou queixa do fato à Procuradoria da Mulher na Assembleia Legislativa, após Cattani se recusar a excluir de suas redes sociais a postagem ao qual sugere que a parlamentar defende estupradores. E no dia 4 de setembro – acompanhada dos vereadores Demilson Nogueira e Luis Claudio(ambos do PP) -, Maysa entregou a documentação ao presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho(União), pedindo providências, com o aval de pelo menos 16 assinaturas de vereadores da Câmara Municipal de Cuiabá.
Já para Cattani, ele estaria sendo alvo de mentiras, ao garantir que sempre defendeu as mulheres e que prova disto é o seu projeto de lei nº 347/2022 que objetiva que mulheres sob medida protetiva decretada por ordem judicial possam portar arma de fogo, como forma de garantir à estas mulheres condições de defender a própria vida.
“Sou um dos poucos deputados que criou proposta em favor das mulheres, dando o direito de elas terem porte de arma para se protegerem no caso das medidas protetivas. O que falam de mim são mentiras, falácias. Mentem como forma de me atacar. Pois eu entendo que homens e mulheres são iguais ou seja tem os mesmos direitos”.
Fonte: O Bom da Notícia

