Uma dura cobrança do senador Jayme Campos (União-MT) vai levar o Senado Federal a uma série de debates para encontrar sólidos caminhos que possam resultar na redução do preço das passagens aéreas praticadas no Brasil. A decisão sobre essa iniciativa foi comunicada pelo presidente da Comissão de Infraestrutura, senador Confúcio Moura (MDB-RO). O ciclo de debate deve começar já em fevereiro, no fim do recesso parlamentar.
O preço das passagens aéreas tem ocupado lugar de destaque no processo inflacionário. Em outubro, a variação foi de 23,7%. Agora em novembro, o aumento foi de 19,12%, contribuindo com metade da inflação total no país. Durante reunião da Comissão de Infraestrutura, Campos citou que a passagem aérea para um voo de Cuiabá a Brasília chega a custar R$ 3,8 mil.
“Gente, R$ 3,8 mil por 1 hora e 18, 1 hora e 20 minutos no máximo, de Cuiabá a Brasilia. Vamos respeitar, não é? ” – ele relatou, ao defender a abertura do mercado aéreo para outras empresas, como forma de estabelecer a competitividade. “Nós ficamos nessa amarra que está aí com três ou quatro companhias dominando 100% do setor e que não abrem espaço para ninguém entrar” – acrescentou.
Jayme Campos, então, sugeriu ao presidente da CI chamar à comissão as companhias de transporte aéreo, representantes da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), entre outras autoridades e especialistas que atuam no setor. “Eles têm que dar uma explicação melhor para nós. Não é possível! ” – lamentou.
Como efeito para os aumentos estratosféricos, Jayme Campos também ressaltou a drástica redução do número de voos. Em alguns casos, segundo ele, a oferta caiu pela metade. Campos também comparou que vôos internacionais chegam a custar menos que uma viagem entre Brasília e Cuiabá.
Outros senadores apoiaram a iniciativa. Entre eles, o senador Wellington Fagundes (PL-MT), presidente da Frente Parlamentar de Logística e Infraestrutura; Zequinha Marinho (Podemos-PA) e Sérgio Petecão (PSD-AC). Todos foram taxativos para a necessidade de se encontrar um denominador que permita a redução do preço das passagens.
Na reunião da Comissão de Infraestrutura, os senadores começaram a discutir o Projeto de Lei 4.392, de 2023, que altera a Lei nº 7.565, de 19 de dezembro de 1986, que dispõe sobre o Código Brasileiro de Aeronáutica, para permitir a cabotagem aérea a empresas sul-americanas na Amazônia Legal. A proposta facilita vôos de integração com os países andinos.
Fonte: O Bom da Notícia

