O abaixo-assinado “Em Defesa de Breno Altman e dos Palestinos” conquistou mais de 3 mil adesões em pouco mais de 24 horas. Sob a liderança da renomada professora Virgínia Fontes, o documento destaca a crescente preocupação e engajamento em relação à crítica situação na Palestina.
No cenário brasileiro, a matéria ressalta a tentativa de silenciar vozes críticas ao genocídio em curso. Breno Altman, fundador de Opera Mundi, é alvo de perseguição judicial por seu posicionamento crítico às ações do governo israelense contra o povo palestino. A iniciativa conta com o apoio de intelectuais e acadêmicos, incluindo Caio Navarro de Toledo, Paulo Henrique Furtado de Araújo, Sandra Quintela, entre outros.
A nota repudia a aceitação pela Polícia Federal da denúncia oportunista contra Breno Altman e destaca que o governo não pode ser cúmplice de uma falsificação que promove apartheid, genocídio e limpeza étnica.
O povo palestino vive uma realidade desoladora, com mais de dois milhões de pessoas enfrentando condições desumanas sob constantes bombardeios, resultando em um trágico saldo de mais de 20 mil mortes. A destruição indiscriminada de casas, hospitais, escolas e cidades inteiras deixou a população local em um estado de total desespero.
A nota do abaixo-assinado vai além do repúdio a qualquer forma de racismo, incluindo o antissemitismo. Ela enfatiza a necessidade crucial de distinguir entre judaísmo e sionismo, esta última sendo uma corrente política que, segundo o documento, vem sendo dominada pela extrema direita, com muitos judeus contrários a ela. A confusão entre essas ideologias é apontada como uma tentativa de silenciar vozes críticas.
A estratégia deliberada de equiparar antissemitismo a críticas ao sionismo é denunciada na nota, que destaca o apoio a essa distorção por setores que incluem a extrema direita internacional, governos ocidentais e grandes veículos de comunicação.
Fonte: Brasil247

