Em entrevista à Rádio Capital nesta segunda-feira (11), o deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa Eduardo Botelho (UB) asseverou que o processo eleitoral, de 2024, não foi antecipado como têm dito algumas pessoas.
Para ele, esta movimentação é absolutamente natural porque faz parte da construção do projeto político de quem quer se arriscar novamente nas urnas. Mas admiTe, entretanto, que esta eleição, em especial, ganhou mais mídia.
“É sempre assim, o problema é que foi mais divulgado, mais comentado, teve mais mídia. Sempre foi assim, quando começa este processo eleitoral, um ano antes já tem toda esta movimentação, principalmente para a Prefeitura de Cuiabá. Então foi mais divulgado mais falado. Ainda mais que o prefeito não vai para a reeleição. O que, aparentemente, fica um processo mais livre para todos”, disse.
Pouco depois de tomar posse como deputado e presidente do Legislativo estadual, Eduardo Botelho já mostrou seu desejo de voltar as urnas, agora para disputar a prefeitura da Capital. Todo este processo vem lhe garantindo mídia espontânea e uma publicização maior porque – de acordo com alguns analistas políticos -, houve, sim, uma antecipação. Se for levado em consideração que as pré-candidaturas foram colocadas publicamente muito poucos meses após os deputados assumirem suas cadeiras nos parlamentos estadual e federal.
No caso de Botelho, em particular, soma-se o fato de que, igualmente, busca a disputa pelo comando do Palácio Alencastro, o secretário-Chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, ambos do União Brasil. Com queda de braço interna dentro da legenda porque seus membros mais notáveis querem que a escolha entre os dois seja feita por meio de critério mais claros como pesquisas qualitativas e quantitativas.
E nesta última, até agora, Botelho vem ganhando maior visibilidade por ter a maior intenção de voto do eleitor cuiabano em pesquisas recente como a MT Dados e Gazeta Dados.
Mesmo amargando os últimos lugares nos levantamentos quantitativos, Garcia conta com um apoio importante: do presidente do diretório estadual e governador, Mauro Mendes, assim, não aceita recuar da disputa.
Além deles, já sinalizaram pré-candidaturas o vice-prefeito José Roberto Stopa (PV) e o deputado estadual Lúdio Cabral (PT)[ambos da Federação Brasil da Esperança que uniu PT, PV e PCdoB].
Nesta corrida eleitoral ainda disputa ‘cabeça a cabeça’ com Botelho o deputado federal bolsonarista, Abílio Brunini que pode ter o ex-presidente Jair Bolsonaro (ambos do PL) em seu palanque, em Cuiabá.
À jornalistas, Botelho usa como argumento, inclusive, que não teria se adiantado no processo, porque terá no pleito de 2024, ‘candidatos fortes’.
“Será uma eleição com candidatos fortes, nunca teve tantos candidatos fortes como nesta próxima eleição. Há muito tempo não se tem tantos bons nomes quanto os que já estão aí apresentados”, disse.
E ao ser questionado sobre a presidência da Casa de Leis, Botelho garante que já deixou seu legado da Assembleia Legislativa, quando optou em colocar seu nome em outra corrida eleitoral.
“ Eu não tenho a pretensão aqui de disputar outro cargo como primeiro-secretário ou outra eleição da Mesa Diretora. Já falei com os colegas deputados que eu sinto que já cumpri minha missão aqui. Deixei meu legado. Tanto é por isso que estou encarando esse novo desafio na disputa pela Prefeitura de Cuiabá”, finalizou.
Fonte: O Bom da Notícia

