Durante a sessão desta terça-feira (08), na Câmara Municipal de Várzea Grande, o vereador Jero Neto (MDB) subiu à tribuna para defender a vereadora Gisa Barros (PSB), que teria sido alvo de agressões verbais por parte do vereador Wender Madureira (Republicanos) no último sábado. A discussão aconteceu em frente à antiga Escola Estadual Nadir de Oliveira, onde moradores denunciaram a demolição do prédio sem o devido planejamento e medidas de segurança.
Senhor Presidente, subo hoje a esta tribuna para fazer um desabafo diante da quantidade absurda de violência contra a mulher que vem acontecendo. No Mato Grosso, em especial aqui na nossa Várzea Grande, temos milhões de mulheres. Só para citar números trágicos: 47 morreram vítimas de feminicídio, 52 por homicídio doloso. Dentre essas, 41 eram mães e deixaram 83 crianças órfãs.
Nós, vereadores, fomos eleitos para representar a população, para ser exemplo para ela. E como exemplo, precisamos agir com responsabilidade — especialmente aqui dentro desta Casa de Leis.
No último sábado, aconteceu um caso gravíssimo envolvendo a vereadora Gisa. Não podemos, de forma alguma, permitir que um vereador agrida verbalmente uma vereadora. Foi uma agressão covarde. Levantar a mão para uma mulher é algo inaceitável. Isso é vergonhoso para esta Casa.
Se nós não dermos o exemplo aqui dentro, que moral teremos para cobrar da sociedade lá fora? Esta Casa precisa ser respeitada, e para isso, tem que se dar o respeito.
O que o vereador Wender Madureira fez foi ridículo. E eu digo mais: se ele tem coragem, que venha fazer comigo o que fez com a vereadora Gisa. Quero ver se ele tem o ‘culhão’ de fazer comigo o que fez com ela. Levantar a mão para uma mulher, covardemente, é atitude inaceitável.
Não podemos permitir que isso aconteça. E, diante do Código de Ética desta Casa, se a vereadora Gisa registrar um boletim de ocorrência, teremos que entrar com o pedido de cassação do vereador. Isso é o certo. Mulher não pode ser agredida em lugar nenhum, muito menos aqui dentro.
A Câmara tem que ser exemplo. E, por fim, digo ao vereador: passe lá no meu gabinete, que eu ensino ao senhor como se trata uma mulher.

