O deputado estadual Júlio Campos – conhecido pela sua irreverência e, sobretudo, por pontuar seus incômodos políticos -, voltou a criticar a falta de critérios na escolha do nome oficial do União Brasil na disputa pela Prefeitura de Cuiabá, no ano que vem.
Ao elogiar os dois pretendentes – o presidente da Assembleia, Eduardo Botelho e o deputado federal e atual secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia – que buscam internamente a validação dos seus nomes, Júlio apontou três alternativas para colocar fim à queda de braço entre os dois integrantes do partido. A primeira por meio de pesquisas, outra pela votação dos cinco mil filiados do União Brasil, em Cuiabá, ou ainda a construção de um novo diretório da sigla, na capital, por meio do voto direto dos convencionais e filiados.
Até, segundo, o parlamentar, para evitar que o presidente da Mesa Diretora do Legislativo estadual acabe tendo que migrar para o PSD, como forma de assegurar continuidade ao seu projeto eleitoral.
“Para conseguirmos ir para um segundo turno e ganhar a eleição na disputa pela Prefeitura de Cuiabá, precisamos estar unidos. Assim, precisamos colocar fim a este racha interno por conta das pré-candidaturas de Botelho e Garcia. Por isso eu defendo que a escolha do candidato possa ser feita de três maneiras. Uma através das pesquisas qualitativas e quantitativas, pois não adianta o cara ser bem avaliado na qualitativa, que é um levantamento feito em um grupo pequeno e não fazer uma quantitativa que mede as intenções do povão, mostrando qual candidato tem mais densidade eleitoral. A segunda forma seria todos os militantes do partido do União Brasil, que são em torno de 5.000 filiados em Cuiabá, escolherem através do voto quem deve ser o nome. A terceira, que também seria uma forma democrática de escolha, seria o voto direto dos convencionais e dos filiados na criação de um novo diretório que, aí, escolheria o candidato”.
Ao ainda dar um ‘puxão de orelha’ no governador que é, igualmente, presidente da sigla em Mato Grosso, revelando que Mauro Mendes é ‘um grande gestor, focado na administração, realizando obras de altíssima qualidade, mas pecando em seu relacionamento político com a legenda’. Ao oficializar seu apoio à Fábio, a despeito das intenções de Botelho que, igualmente, deseja participar do pleito de 2024.
“Ele[Mauro] tem uma certa mania de intervir em questões que não seriam, assim, vamos dizer, só de sua competência. Por exemplo, a escolha do candidato a prefeito de Cuiabá. Nós sabemos que temos duas grandes pré-candidaturas postas para disputar o comando do Alencastro no ano que vem. O deputado federal Fábio Garcia que está ocupando, eventualmente, a Casa Civil do governo. E do deputado estadual Eduardo Botelho que ocupa a presidência da Assembleia Legislativa. São dois bons nomes que têm possibilidade de vitória mas só ganharemos esta eleição se estivermos unidos. Pois a a união é imprescindível para o sucesso de uma eleição. Agora o União Brasil vai começar dividido, então temos lutado para que haja um consenso. Mas pela maneira que o governador colocou a escolha de seu candidato como se o seu preferido[Garcia] tivesse literalmente que ser o candidato oficial, está desgastando muito o partido e trazendo sérias consequências”.
As declarações do parlamentar – uma das lideranças mais icônicas de Mato Grosso – foi feita em entrevista ao VGNotícias

